De algumas influências alemãs na Colômbia e sua exortação atual ao psicólogo
A Alemanha é um referente mundial em muitos âmbitos do conhecimento humano, especialmente o científico e o humanístico. Neste ensaio se pretende explicar como a Alemanha, ao finalizar o século XIX e até a década dos 1960, influenciou a Colômbia em três campos humanísticos: filosofia, psicologia e pedagogia; três disciplinas estreitamente relacionadas que se serviram dos conhecimentos e avanços alemães representados em figuras eminentes como Nietzsche, Heidegger, Wundt e Franziska Radke. Será relacionada a influência de cada um na disciplina específica. Ao finalizar o ensaio, será retomada a contribuição de Nietzsche e Heidegger, que se constitui assim no argumento central deste texto, o qual explica a vigência de ambas as proposições na realidade atual colombiana ao afirmar a “encarnação” do esquecimento do ser proposto por Heidegger e a reivindicação do humano proposta por Nietzsche. Por outro lado, faz-se um convite à psicologia, a partir do pensamento de ambos os filósofos, a propor a partir do seu fazer
investigativo ou de intervenção, alternativas que propendam por esse “voltar a ser” interpretado neste texto como “voltar ao humano”. Nesse sentido, o papel do psicólogo se reivindica num contexto desumanizador como o que tem gerado o conflito colombiano.
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