Confiabilidade e validade de um instrumento que mede sete dimensões de percepção de segurança em estudantes de uma universidade pública
Introdução: a administração de segurança pública supõe a instrumentação de políticas públicas que justificam a direção do Estado na prevenção das atividades criminosas e a aplicação de justiça. No entanto, a desconfiança cidadã em relação à ação é observada em uma crescente percepção de insegurança reportada na literatura em sete dimensões: territorial, nacional, pública, humana, cidadã, privada e internauta.
Objetivo: estabelecer a confiabilidade e a validade de um instrumento que mede a percepção de segurança territorial, nacional, pública, humana, cidadã, privada e internauta.
Método: estudo não experimental, transversal e exploratório com uma seleção não probabilística de 320 estudantes de uma universidade pública.
Resultados: a confiabilidade da escala geral (alfa = 0,793), e das sub-escalas territorial (alfa = 0,792), nacional (alfa = 0,709), pública (alfa = 0,785), humana (alfa = 0,782), cidadã (alfa = 0,792), privada (alfa = 0,794), e internauta (alfa = 0,731), demostram uma consistência interna suficiente. O fator de segurança territorial explicou 22% da variância total. A partir de parâmetros de ajuste e residual ⌠χ2 = 135,34 (32gl) p = 0,054; GFI = 0,995; CFI = 0,990; RMSEA = 0,003⌡, foi aceita a hipótese nula de relação significativa entre as dimensões de segurança teóricas em relação aos fatores ponderados.
Conclusões: a inclusão e medição de uma dimensão de percepção de autocontrole que correlacionaria negativa e significativamente com a percepção de segurança territorial explicaria a estrutura fatorial da escala. Esse modelo seria calculado com uma análise fatorial confirmatória com mínimos quadrados não ponderados.
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