Relação entre fadiga por compaixão e autocuidado em psicólogos portugueses
Para um bom desempenho profissional na prática psicológica, as estratégias de autocuidado têm sido destacadas na literatura como relevantes na promoção do bom funcionamento dos psicólogos, atuando de forma preventiva na fadiga por compaixão. Neste sentido, o presente estudo teve como objetivo geral analisar a relação existente entre fadiga por compaixão e autocuidado em uma amostra de 106 participantes, constituída por psicólogos com idades entre 22 e 61 anos, M = 31,11 (DP = 8,12).
A recolha de dados foi efetuada por meio de um questionário sociodemográfico, da Escala de Qualidade de Vida Profissional e da Escala de Avaliação do Autocuidado para Psicólogos. Os resultados sugerem que os participantes apresentam elevados níveis de satisfação por compaixão, apoio profissional e desenvolvimento profissional. Verificam-se baixos níveis de burnout, stress traumático secundário, equilíbrio de vida, estratégias cognitivas e equilíbrio diário.
Constatou-se ainda que, os indivíduos que recorrem à supervisão e à intervisão como estratégias de autocuidado apresentam níveis mais elevados de satisfação por compaixão. Dessa forma, os resultados obtidos revelam-se importantes para a compreensão dos conceitos de fadiga por compaixão e demonstram a eficácia da intervisão e da supervisão como estratégias de autocuidado na promoção da saúde desses profissionais.
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