“Caminhos não para chegar, mas para seguir andando”
uma pesquisa pós-qualitativa sobre a psicologia crítica no capitalismo cognitivo
Introdução: propõe-se uma pesquisa de tipo autorreferencial e pós-qualitativo com o objetivo de pensar a situação atual dos professores-pesquisadores na universidade, dentro do contexto global do capitalismo cognitivo e com ênfase nas posturas assumidas por um conjunto de psicólogos críticos que teriam sido professores-pesquisadores em faculdades de psicologia na Colômbia.
Objetivo: reconhecer sentidos ambivalentes ou contraditórios e apresentar novos sentidos ou sentidos emergentes acerca da psicologia crítica na Colômbia, assim como o papel emergente do professorpesquisador na universidade atual por meio de uma orientação metodológica pós-qualitativa.
Método: pensar, através de dois conceptos (diferância e disseminação), um conjunto de autobiografias de quatro participantes enfocadas no seu desenvolvimento pessoal como psicólogos críticos e professores-pesquisadores.
Resultado: entre os materiais e a teorização, nota-se que a psicologia crítica se configura atualmente mais como uma transdiciplina do que em um ramo ou uma ênfase da psicologia. O vínculo dos participantes com a psicologia crítica é descontínuo, ou seja, quando ocorre, está mais fortemente associado a uma retórica acadêmica, a um interesse mais institucional e laboral, do que puramente epistemológico ou teórico. A repercussão do capitalismo acadêmico nas faculdades de psicologia e nos atuais papéis da docência e da pesquisa parece ser mais prejudicial em termos de qualidade acadêmica e para o bem-estar dos professores, no entanto, parece existir também uma tolerância e um silêncio sobre essas repercussões por parte dos professores-pesquisadores.
Como Citar
Licença
O autor deve declarar que seu trabalho é original e inédito e que não foi enviado à avaliação simultânea para sua publicação por outro meio. Além disso, deve garantir que não tem impedimentos de nenhuma natureza para a concessão dos direitos previstos no contrato.
O autor se compromete a esperar o parecer da revista Pensando Psicología antes de considerar sua apresentação a outro meio; caso a resposta de publicação seja positiva, compromete-se em responder por qualquer ação de reivindicação, plágio ou outro tipo de reclamação que possa ocorrer por parte de terceiros.
Ainda, deve declarar que, como autor ou coautor, está completamente de acordo com os conteúdos apresentados no trabalho e ceder todos os direitos patrimoniais, isto é, sua reprodução, comunicação pública, distribuição, divulgação, transformação e demais formas de utilização da obra por qualquer meio ou procedimento, pelo termo de sua proteção legal e em todos os países do mundo, ao Fundo Editorial da Universidad Cooperativa de Colombia, de maneira gratuita e sem compensação monetária.
Adams-St. Pierre, E. (2011). Post Qualitative Research: The Critique and the Coming After. En N. Denzin y Y. Lincoln (Edit.), The Sage handbook of qualitative research (pp. 611-625). Thousand Oaks, California: Sage
Adams-St. Pierre, E. (2014). A Brief and Personal History of Post Qualitative Research. Toward “Post Inquiry”. Journal of Curriculum Theorizing, 30(2), 2-19. Recuperado de https://goo.gl/azedhP
Alvesson, M. (2012) Do We Have Something to Say? From Re-search to Roi-search and Back Again. Organization 20(1) 79-90. doi: 10.1177/1350508412460996
Arfuch, L. (2014, marzo). (Auto)biografía, memoria e historia. Clepsidra. Revista Interdisciplinaria de Estudios sobre Memoria, 1, 68-81.
Barad, K. (2003). Posthumanist Performativity: Toward an Understanding of How Matter Comes Matter. Signs: Journal of Women in Culture and Society, 28(3), 801-831.
Blondeau, O., Dyer-Whiteford, N., Vercellone, C., Kyrou, A., Corsani, A., Rullani, E. Moullier Boutang, Y. y Lazzarato, M. (2004) Capitalismo cognitivo, propiedad intelecual y creación colectiva. Madrid: Traficantes de Sueños.
Burman, E., y MacLure, M. (2005) Deconstruction as a Method of Research. B. Somekh y C Lewin (Eds.), Research Methods in the Social Sciences (pp. 284-292). Londres: Sage.
Castells, M. (1999). La era de la información. Economía sociedad y cultura. La sociedad red (Vol. 1). México: Siglo XXI.
Davies, B. y Harré, R. (1999, enero-abril). Posicionamiento: la producción discursiva de la identidad. Sociológica, 14(39), 215-239.
Decreto 1279 de Junio 19 de 2002. Por el cual se establece el regimen salarial y prestacional de los docentes de las Universidades Estatales. Junio 19 de 2002. Bogotá: Congreso de la República de Colombia.
Derrida, J. (1971). De la gramatología. México: Siglo XXI.
Derrida, J. (1989). La estructura, el signo y el juego en el discurso de las ciencias humanas. En La escritura y la diferencia (pp. 383-401). Barcelona: Anthropos.
Derrida, J. (2007). La diseminación. Madrid: Fundamentos/Espiral.
Galcerán, M. (2007). Reflexiones sobre la reforma de la universidad en el capitalismo cognitivo. Nómadas, 27, 86-97.
Gómez, V. M., y Celis, J. E. (2007). Docencia, estatus, distinción y remuneración. Nómadas, 27, 98-109.
Habermas, J. (1990). Conocimiento e interés. Madrid: Taurus.
Haraway, D. (1992). The Promises of Monsters: A Regenerative Politics for Inappropriate/d Others. En L. Grossberg, C. Nelson y P. Treichler (Eds.), Cultural studies (pp. 295-337). Nueva York: Routledge.
Jackson, A. Y. y Mazzei, L. A. (2012) Thinking with Theory in Qualitative Research. Viewing Data across Multiple Perspectives. Londres: Routledge.
Lather, P., y Adams-St. Pierre, E. (2014) Post-qualitative Research. International Journal of Qualitative Studies in Education, 26(6), 629-633. doi: 10.1080/09518398.2013.788752
Molina-Valencia, N., y Estrada-Mesa, A. M. (2006) Critical Construction of Psychology in Colombia. Annual Review of Critical Psychology, 5, 342-353.
Montero, M. (2010, julio-diciembre). Crítica, autocrítica y construcción de teoría en la psicología social latinoamericana. Revista Colombiana de Psicología, 19(2), 2010, 177-191.
Morales, M. (2012). Prácticas de resistencia docente en la universidad orientada al mercado. Capturas y fugas académicas en el contexto colombiano (investigación doctoral). Barcelona: Universitat Autònoma de Barcelona.
Moreno, F. G. (2015). Investigación post-cualitativa [Blog]. Recuperado de http://postcualitativa.blogspot.com/
Parker, I. (1999) Critical Psychology: Critical Links. Annual Review of Critical Psychology, 1, 3-18.
Parker, I. (2009) Psicología crítica: ¿Qué es y qué no es? Revista Venezolana de Psicología Clínica Comunitaria, 8, 139-159.
Pearl7328. (2013, julio 26). Post qualitative research: the critique and the coming after. Conferencia de Elizabeth Adams-St. Pierre [Archivo de video]. Recuperado de https://www.youtube.com/watch?v=7mbbVHD_kyM
Pulido-Martínez, H., Carvajal-Marín, L. M. y Cabruja-Ubach, T. (2009). El sinuoso fluir de la psicología crítica: una conversación con Teresa Cabruja Ubach. Universitas Psychologica, 8(3), 583-599. Recuperado de https://goo.gl/QvzzwS
Slaughter, S. y Leslie, L. (1997). Academic Capitalism: Politics, Policies and Entrepreneurial University. Baltimore: Johns Hopkins University Press.
Slaughter S. y Rhoades, G. (2004). Academic Capitalism and New Economy: Markets, State and Higher Education. Baltimore: Johns Hopkins University Press.
Wang, Q. y Brockmeier, J. (2002). Autobiographical Remembering as Cultural Practice: Understanding the Interplay Between Memory, Self and Culture. Culture & Psychology, 8(1), 45-64. doi: 10.1177/1354067X020




