Significados de convivência
uma compreensão a partir da dinâmica cotidiana que os promove
Introdução: a convivência se constitui num fator primordial no estabelecimento de relações sociais. Infelizmente, na Colômbia, tem sido vista prejudicada por altos índices de violência que vêm exigindo o desenvolvimento de políticas públicas, muitas delas impostas e afastadas das necessidades das comunidades.
Objetivo: por esse motivo, faz-se indispensável que sejam as comunidades as que definam e signifiquem a convivência a fim de gerar propostas mais próximas à realidade. Nesse sentido, pretende-se identificar os significados que, com relação às práticas de convivência comunitária, um grupo de líderes constrói.
Metodologia: realizou-se um estudo qualitativo-descritivo com desenho etnográfico, num grupo de cinco líderes.
Resultados: a convivência foi definida como aqueles processos que fazem possível a construção e o estabelecimento de acordos que garantem a consolidação de boas relações na comunidade e evitam os conflitos. Essa concepção só pode operar na medida em que a solidariedade seja o valor que guie e oriente as relações e que a participação comunitária seja efetiva. Contudo, o comportamento solidário termina no ato em si de ajuda e não se estende a outras experiências comunitárias que promovam a coesão social.
Conclusões: evidenciou-se uma visão idealizada de convivência em torno de uma anelada solidariedade. Na cotidianidade, priorizam-se dinâmicas focalizadas no individualismo e na apatia, devido à desconfiança mútua, à politização das relações e a uma visão assistencialista que impede a transformação a partir de um projeto coletivo.
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