Biometria das estruturas do aparelho reprodutor da fêmea suína de substituição
Um estudo anatômico direto
Introdução: algumas espécies animais são utilizadas como modelos experimentais na prática clínica e cirúrgica e nos espaços universitários para o ensino da anatomia animal e comparada. Como uma colaboração a esses exercícios, esta pesquisa enriquece o conhecimento da morfologia exterior do útero da suína e sua irrigação vascular.
Metodologia: este estudo descritivo transversal foi realizado com 60 úteros de suínas. As artérias e veias uterinas, prévia reparação com seda no nível do cérvix uterino, foram perfundidas com resina semissintética (palatal 85 % e estireno 15 %) colorida com vermelho e azul mineral, respectivamente. Para o estudo anatômico do órgão realizou-se uma descrição geral da irrigação uterina. Foram tomadas as medidas externas dos ovários e do útero para sua caracterização.
Resultados: a longitude média dos ovários foi de 23,07 +/- 3,93 mm para o direito e de 23,02 +/- 4,45 mm para o esquerdo. A artéria ovárica direita apresentou um calibre e uma longitude de 1,7 +/- 0,31 mm e 36,2 +/- 24,1 mm; enquanto na esquerda observou-se um calibre e uma longitude de 1,6 +/- 0,5 mm e 35,6 +/- 16,5 mm. As tubas uterinas apresentaram uma longitude de 140,3 +/- 29,3 mm do lado direito e 135,9 +/- 29,2 mm do lado esquerdo.
Conclusões: descobriu-se que os valores morfométricos encontrados nesta pesquisa resultaram, em geral, menores do que os descritos em estudos prévios, provavelmente porque as medidas descritas por outros autores tenham sido realizadas em fêmeas multíparas. Essa consideração convida a realizar outros estudos que incluam fêmeas com tais características de paridade, para conhecer e precisar se o fator está associado com as variações das medidas reportadas. Vale a pena ressaltar que a morfometria do aparelho genital tem crescente importância nas pesquisas médicas.
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