Automedicação odontológica em pacientes que vêm ao serviço público e privado, Azogues-2018
Introdução: A automedicação é um problema de saúde pública, pois pode gerar reações adversas e resistência bacteriana, causando maior risco ao paciente. É caro, ineficaz e pode ser evitável. Na odontologia, a dor dentária é um dos principais motivos da automedicação, uma vez que a grande maioria das pessoas a administra através da ingestão de medicamentos sem receita médica. Portanto, o objetivo deste estudo foi identificar sua prevalência em pacientes de estabelecimentos públicos e privados no cantão de Azogues, Equador.
Materiais e métodos: Foi realizado um estudo observacional, descritivo e transversal. A amostra foi constituída por 201 pacientes de ambos os sexos, com idades entre 17 e 60 anos. Um questionário validado foi aplicado.
Resultados: A prevalência geral foi de 75%, sendo a mais alta entre os homens do setor privado 60% e entre as mulheres do setor público 49%. Os AINEs foram os medicamentos mais usados por ambos os sexos; o grupo que mais se automedicou foi de 17 a 25 anos, com 33% se automedicando com AINEs 33%. A maneira mais popular de tomar os medicamentos, de acordo com a idade e o sexo, foi na forma de comprimidos (sem uma relação estatisticamente significativa), e a patologia dentária associada à automedicação foi a dor dentária.
Resultados e conclusões: A automedicação odontológica foi praticada por dois terços da amostra, houve maior prevalência no sexo feminino e, na faixa etária de 17 a 25 anos, o medicamento mais utilizado foi o uso de AINEs e a forma mais comum foi a de comprimidos. A maioria dos entrevistados está ciente dos danos que a automedicação pode causar à saúde.
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