Ecologias de intermediação e Economia Social e Solidária
uma nova forma de governança para as transições ecológicas
Este artigo argumenta que as transições ecológicas são cada vez mais moldadas por intermediários sobrepostos e que os princípios da Economia Social e Solidária (ESS) podem tornar essas “ecologias de intermediação” mais eficazes e justas. Com base numa revisão exploratória e integrativa da literatura sobre ecologias de intermediação e em 13 estudos que relacionam a ESS às transições ecossociais, os autores identificam problemas de coordenação e respostas ancoradas na ESS. Mostram como a intercooperação, a governança democrática em rede, o enraizamento territorial e as finanças éticas orientadas por missão podem transformar a competição por recursos em complementaridade, distribuir a percepção e a tomada de decisão entre diferentes escalas e sustentar trabalhos de transição de longo prazo para além dos ciclos de projetos. A partir dessa análise, o artigo desenvolve um quadro conceptual e proposições testáveis e propõe orientações de política que reconhecem as redes da ESS como guardiãs em nível de ecologia, desenham arenas híbridas em que intermediários públicos, de regime e comunitários co-decidem, constroem capacidades para a cooperação baseada em valores e ajustam os sistemas de avaliação para captar resultados relacionais e de valor.
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