A moeda social, mais afetiva do que efetiva sentipensando os territórios solidários a partir de uma IAC decolonial
Este artigo apresenta uma reflexão acadêmica e poética sobre a experiência da Naranjatón como arquétipo de intercâmbio solidário dentro do paradigma da economia social e solidária. Por meio do conceito de Moeda Afetiva Sentipensante (MAS), analisa-se como as redes de confiança, a reciprocidade e o valor simbólico do alimento se configuram como fundamentos de uma economia da vida. Além disso, o texto combina contribuições teóricas de autores como Coraggio (2011), Dussel (1998), Fals Borda (1987) e Ostrom (1990) com a narrativa popular do campesinato colombiano, propondo uma visão de ruralidade global como horizonte ético e político. Nestas páginas, oferecemos evidências empíricas do processo (registro de práticas, depoimentos, mobilização de redes e logística de ações) e uma fundamentação conceitual que dialoga com a teoria da economia social, as experiências de moedas complementares e a filosofia da libertação. Nosso propósito não é apenas descrever, mas demonstrar como uma prática ancestral pode reconfigurar instrumentos contemporâneos de intercâmbio e como essa reconfiguração impulsiona a autonomia comunicativa e financeira em territórios rurais.
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