Um Um Estudo comparativo entre o Brasil e as principais referências mundiais
O cooperativismo surgiu no século XIX, na Inglaterra, como resposta às consequências deletérias do desenvolvimento acelerado do capitalismo industrial. Foi fundado para resistir à hegemonia do grande capital que já demonstrava suas contradições e forte exploração sobre a classe trabalhadora. O cooperativismo, termo intercambiável com a expressão movimento cooperativo, pode ser entendido como um sistema socioprodutivo que tem por alicerce as organizações cooperativas, mas que não se limita a elas, haja vista que vai além do universo produtivo e incorpora um conjunto de valores societais, como participação e responsabilidade mútua. Dada a sua pluralidade organizacional e abrangência geográfica, o presente estudo tem como objetivo analisar o modelo cooperativista brasileiro em comparação aos modelos: neozelandês, francês, finlandês e italiano, buscando trazer à tona semelhanças e diferenças, barreiras e potencialidades para o desenvolvimento do cooperativismo brasileiro. A seleção dos referidos países, deve-se ao fato destes figurarem entre os maiores destaques no Índice de Economia Cooperativa segundo a ONU. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e descritiva, baseada fundamentalmente em periódicos, estudos científicos e pesquisas internacionais de relevância sobre o tema. Como resultados da pesquisa, verificou-se que o cooperativismo brasileiro ainda apresenta tímidos indicadores em relação aos países referência na área, o que aponta para um vasto campo a ser desenvolvido. Por outro lado, no que tange à estrutura do movimento, o país segue as melhores práticas mundiais, com um órgão responsável por representar e congregar os interesses do movimento, o que cria maior unicidade e força para o movimento. Também se sintoniza com os países de referência em termos de princípios e valores, destacadamente, solidariedade, responsabilidade, democracia e igualdade.
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