• Artículo de Investigación

    Circuitos curtos de comercialização (CCC)

    Uma abordagem desde as experiências agroecológicas no território Brasileiro

    v. 29 n. 119 (2021)
    Publicado: 2021-10-21
    Ivonne Buenaventura
    Romier da Paixão Sousa
    José Daniel Gómez López

    Este artigo discute as formas de comercialização de produtos agroalimentares de base agroecológica de famílias agricultoras, através dos circuitos curtos; a partir da construção social de mercados como um ato político pelos produtores e consumidores. Para essa análise, foi realizada uma revisão bibliográfica abordando aspectos teóricos da construção social dos mercados e experiências no território brasileiro referente a circuitos curtos de comercialização. Os resultados mostram que todas essas experiências, a partir de suas particularidades e diferentes estratégias, têm feito um trabalho importante na promoção do comércio justo e da economia solidária. Entretanto, ressaltam-se os processos de construção social de mercados, que involucram famílias agricultoras organizadas e grupos de consumo responsável, que tem demostrado como as relações de proximidade, conhecimento e confiança, entre produção e consumo facilitam os processos de comercialização via circuitos curtos de comercialização, com relação a outros canais como o mercado institucional e programas de governo, que se compõem de diferentes procedimentos burocráticos, que evidentemente dificultam a comercialização dos produtos da agricultura familiar.

    Palavras-chave: Array, Array, Array, Array

    Como Citar

    Buenaventura, I., da Paixão Sousa, R., & Gómez López, J. D. (2021). Circuitos curtos de comercialização (CCC): Uma abordagem desde as experiências agroecológicas no território Brasileiro. Cooperativismo & Desarrollo, 29(119), 1-33. https://doi.org/10.16925/2382-4220.2021.01.05

    Andrade, D. P. (2016). Ação coletiva de agroextrativistas em circuitos curtos de comercialização de produtos do cerrado: estudo de caso em Pirenópolis – GO.(Dissertação de Mestrado em Agronegócio). Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Universidade de Brasília. Brasília, Brasil. https://core.ac.uk/download/pdf/80745896.pdf

    Associação dos Servidores e Funcionários do Comércio do Brasil / Ministério de Desenvolvimento Social ASCOM/MDS. (2012). Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA): Renda para quem produz e comida na mesa de quem precisa. http://www.mds.gov.br/sagi

    Becker, C.; da Silva A. F. e Mielke de Medeiros, P. (2013). Inovação e controle social na produção e comercialização de alimentos ecológicos: institucionalizando a confiança? Revista Agriculturas: Experiências em Agroecologia/Construção Social dos mercados.10(2), 18–21 http://aspta.org.br/revista/v10-n2-construcao-social-dos-mercados/

    Bensadon, L. S. e Langenbach, M. (2017). Fomentando novos grupos de consumo responsável: a experiência do curso da Rede Ecológica no Rio de Janeiro. En Rodrigues Gonçãlves, J. y Silva Mascarenhas, T. (2017). Consumo Responsável em Ação: Tecendo relações solidárias entre o campo e a cidade. (pp. 110 – 117). São Pablo, Brasil: Editorial Kairós.

    Boaventura de Souza Santos. (2002). Produzir para viver: os caminhos da produção não capitalista.Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. https://n9.cl/hxypv

    Cabanes, M. y Gómez López, J. D. (2014). Economía social y Soberanía Alimentaria. Aportaciones de las cooperativas y asociaciones agroecológicas de producción y consumo al bienestar de los territorios. CIRIEC – España. Revista de Economía Pública, Social y Cooperativa, (82), 127–154. https://rua.ua.es/dspace/bitstream/10045/45086/1/2014_Cabanes_Gomez_CIRIEC.pdf

    Caporal, F. R. e Petersen, P. (2012). Agroecologia e políticas públicas na América Latina: O caso do Brasil. Agroecología(6), 63-74. https://revistas.um.es/agroecologia/article/view/ 160681/140551

    Calle Collado, Á., Gallar, D. y Candón, J. (2013). Agroecología política: la transición social hacia sistemas agroalimentarios sustentables. Revista de Economía Crítica, (16), 244–277. http://revistaeconomiacritica.org/sites/default/files/08_ColladoGallarCandon.pdf

    Comisión Económica para América Latina y el Caribe CEPAL. (2014). Agricultura familiar y circuitos cortos. Nuevos esquemas de producción, comercialización y nutrición. ONU. Santiago de Chile. http://repositorio.cepal.org/bitstream/handle/11362/36832/s2014307_es.pdf?sequence=1

    Chaffotte, L. et Chiffoleau, Y. (2007). Vente directe et circuits courts: évaluations, définitions et typologie. Cahiers de l ́ObservatoireCROC, Montpellier. http://pm22100.net/docs/pdf/04_CC_VD/130128_Cahier_de_l_Obs1-INTERNET.pdf

    Compêndio de Estudos Companhia Nacional de Abastecimento CONAB. (2017). Programa de Aquisição de Alimentos–PAA: Resultados das Ações da Conab em 2016. Brasilia DF: Conab Companhia Nacional de Abastecimento. https://www.conab.gov.br/institucional/publicacoes/compendio-de-estudos-da-conab?start=10

    Chavante, B. S., Gonçalves, M. L., Freitas, C.G., Sousa, R. e Amaral, W. R. (2017). Encurtando caminhos entre produtores e consumidores: Ação teste de comercialização de produtos orgânicos no nordeste paraense. Castanhal: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do ParáIFPA–Campus Castanhal/Núcleo de Estudos em Educação e Agroecologia da Amazônia NEA.

    CSA BRASIL (2019). Comunidades que Sustentam a Agricultura–Brasil.http://www.csabrasil.org/csa/

    Darolt, M. R. (2013). Circuitos Curtos de comercialização de alimentos ecológicos: reconectando produtores e consumidores. En Niederle, P. A.; Almeida, L. y Machado Vezzani, F. (Orgs).Agroecologia: Práticas, mercados e políticas para uma nova agricultura. (pp. 139 - 170). Curitiba: Kairós. http://aspta.org.br/wp-content/uploads/2013/07/AGROECOLOGIA-praticas-mercados-e-politicas.pdf

    Darolt, M. R., Lamine, C. e Brandemburg, A. (2013). A diversidade dos circuitos curtos de alimentos ecológicos: ensinamentos do caso brasileiro e francês. Revista Agriculturas: Experiências em Agroecologia/Construção Social dos mercados. (2), 8-13. http://aspta.org.br/revista/v10-n2-construcao-social-dos-mercados/Ferreira de Moura, I. (2017). Antecedentes e aspectos fundantes da agroecologia e da produção orgânica na agenda das políticas públicas no Brasil. En Sambuichi R. H., Ferreira de Moura, I., Mansor de Mattos, L., de Ávila, M. L., Campos Spinola, P. A. y Moreira da Silva, A. P. (Orgs.). Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica no Brasil: Uma trajetória de luta pelo desenvolvimento rural sustentável. (pp. 25-51). Brasilia: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

    Finatto, R. A. e Corrêa, W. K. (2010). Desafios e perspectivas para a comercialização de produtos de base agroecológica: Ocaso do município de Pelotas/RS. Revista Brasileira de Agroecologia, 5(1), 95–105. http://revistas.aba-agroecologia.org.br/index.php/rbagroecologia/article/view/9669

    Germany Gaiger, L. I. (2003). A economia solidaria diante do modo de produção capitalista. Revista quadrimestral de Ciências Sociais do Centro de Estudos e Pesquisas em Humanidades da Universidade Federal da Bahia. Caderno CRH. (39), 181 – 211. https://portalseer.ufba.br/index.php/crh/article/view/18642/12016

    Giehl Zanetti von Dentz, B. e Bender, P. M. (2016). Um novo olhar sobre a definição de circuitos curtos de produção e comercialização: situações na região da Grande Florianópolis. Campo – Território:Revista de Geografia Agrária,11(24), 156–172. http://www.seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/34055

    Gomes da Silva, M. y Gomes Amorim Junior, P. (2013). Inovações organizacionais para a construção de mercados locais e solidários em Espera Feliz (MG). Revista Agriculturas: Experiências em Agroecologia/Construção Social dos Mercados. 10(2), 14 – 17. http://aspta.org.br/revista/v10-n2-construcao-social-dos-mercados/

    Gonçalves, J. e Mascarenhas, T. (2017). As várias faces do sistema alimentar e a experiência da Rede Brasileira de Grupos de Consumo Responsável. En: Rodrigues Gonçalves, J. y Silva Mascarenhas, T. (Orgs.). Consumo Responsável em Ação: Tecendo relações solidários entre o campo e a cidade. (pp. 71–87). São Paulo: Kairós.

    Gonzaga, N., Guerra, G. e Rocha, A. (2016). GRUCA (Grupo para Consumo Agroecológico): autogestão e cooperação entre consumidores e produtores da Feira Orgânica de Belém e do Assentamento Mártires de Abril (Mosqueiro – Belém – Pará). Cadernos de Agroecologia,10(3). http://revistas.aba-agroecologia.org.br/index.php/cad/article/view/17381

    González Calo, I., Giménez, T., Ramos R. y Renting, H. (2012). Circuitos cortos de comercialización en Andalucía: un análisis exploratorio. Revista Española de Estudios Agrosociales y Pesqueros. (232), 193–227. https://ageconsearch.umn.edu/record/187169/

    González de Molina, M. y Caporal, F. R. (2013). Agroecología y política. Como conseguir la sustentabilidad? Sobre la necesidad de una agroecología política. Agroecología, 8(2), 35–43. https://revistas.um.es/agroecologia/article/view/212171/168391

    Guzzatti, C. T., Sampaio, C. A. e Turnes, V. A. (2014). Novas relações entre agricultores familiares e consumidores: perspectivas recentes no Brasil e na França. Organizações Rurais e Agroindustriais, 16(3), 363–375. Universidade Federal de Lavras (MG). http://200.131.250.22/revistadae/index.php/ora/article/view/852/453

    Instituto Kairós. (2017). Apresentação. En Rodrigues Gonçalves, J. y Silva Mascarenhas, T. (Orgs.). Consumo Responsável em Ação: Tecendo relações solidárias entre o campo e a cidade. (pp 16–21). São Paulo: Kairós.

    Mascarenhas, T. e Gonçalves, J. (2017). Fome de mudança: os desafios da alimentação saudável e de sua democratização. En: Rodrigues Gonçalves, J. y Silva Mascarenhas, T. (Orgs.). Consumo Responsável em Ação: Tecendo relações solidárias entre o campo e a cidade. (pp. 27–42). SãoPaulo: Kairós.

    Navas da Silva, R. (2014). Políticas públicas agroecológicas para comunidades quilombolas: um estudo de caso a partir do território. Piracicaba, São Paulo, Brasil. (Tese de doutorado em Ciências. Área de concentração: Ecologia Aplicada). Universidade de São Paulo. Escola Superior de Agricultura “Luiz de Quiroz” Centro de Energia Nuclear na Agricultura. São Paulo. Brasil. http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/91/91131/tde-06102014-160842/en.php

    Paglioco Nava, A. O. e Alves S. Olival, A. (2017). Integração produtores e consumidores: uma nova relação de consumo / A experiência do SISCOS na Amazônia Mato – grossense. En: Rodrigues Gonçalves, J. y Silva Mascarenhas, T. (Orgs.). Consumo Responsável em Ação: Tecendo relações solidárias entre o campo e a cidade. (pp. 100–109). São Paulo: Kairós.

    Perez Cassarino, J. e Duarte Damasco Ferreira, A. (2013). Agroecologia, construção social de mercados e a constituição de sistemas agroalimentares alternativos: uma leitura a partir da rede ecovida de agroecologia. En Niederle, P. A., Almeida, L. y Machado Vezzani, F. (Orgs.). Agroecologia: Práticas, mercados e políticas para uma nova agricultura. (pp. 171 - 214). Curitiba: Kairós. http://aspta.org.br/wp-content/uploads/2013/07/AGROECOLOGIA-praticas-mercados-e-politicas.pdf

    Régo, D. (2017). O contexto brasileiro da produção ao consumo e uma experiência baiana que constrói alternativas. En: Rodrigues Gonçalves, J. y Silva Mascarenhas, T. (Orgs.). Consumo Responsável em Ação: Tecendo relações solidárias entre o campo e a cidade. (pp. 100–09). São Paulo: Kairós.

    Resende de Melo, D. (2017). Ações voltadas aos circuitos curtos de comercialização da Agricultura familiar e suas contribuições para o desenvolvimento econômico: Um estudo do território do médio e baixo Jequitinhonha em Minas Gerais. Belo Horizonte: Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho da Fundação João Pinheiro. https://n9.cl/abezw

    Secretaría Nacional de Seguridad Alimentaria y Nutricional, SAN. (2012). Marco de Referencia de Educación Alimentaria y Nutricional para las Políticas Públicas. Ministerio de Desarrollo Social y Combate al Hambre MDS. Brasilia, DF. www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/seguranca_alimentar/marcoEANespanhol.pdf

    Sevilla Guzmán, E., Soler Montiel, M., Gallar Hernández, D., Vara Sánchez, I. y Calle Collado, Á. (2012). Canales cortos de comercialización alimentaria en Andalucía. Instituto de Sociología y Estudios Campesinos. Universidad de Córdoba. Fundación Pública Andaluza Centro de Estudios Andaluces y Consejería de la Presidencia e Igualdad. https://www.juntadeandalucia.es/export/drupaljda/CCC_alimentaria_en_Andalucia_2012.pdf

    Schubert, M. y Schneider, S. (2016). Construção social de mercados e as tendências de consumo: o caso do pavilhão da Agricultura Familiar da EXPOINTER RS. Ciências Sociais Unisinos, 52(3), 373-382. http://www.revistas.unisinos.br/index.php/ciencias_sociais/article/view/csu.2016.52.3.08/5757

    Scarpa Bensadon, L., Silva Mascarenhas, T. e Gonçalves, J. (2016). A atuação dos grupos de consumo responsável no Brasil: expressões de práticas de resistência e intercâmbios em rede. Revista Antropolítica. (41), 205–232. Rio de Janeiro. Pontifícia Universidade Católica do Rio deJaneiro (PUC – RIO). http://www.revistas.uff.br/index.php/antropolitica/article/view/493/298

    Singer, P. (2002). Introdução à Economia Solidaria. São Paulo: Fundação Perseu Abramo. https://bibliotecadigital.fpabramo.org.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/22/Introducao-economia-solidaria-WEB-1.pdf?sequence=1

    Sociedade Cooperativa Motirõ. (2014). Redes de comercialização no litoral paranaense: Feiras de agricultura familiar e grupos de consumo responsável. Matinhos, Paraná, Brasil: Motirõ.

    Viegas, M. (2016). Agroecologia e circuitos curtos de comercialização num contexto de convencionalização da agricultura orgânica. (Dissertação de Mestrado em Agroecossistemas). Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis SC: UFSC. Brasil. https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/168107

    Vivas, E. (2008). La cadena agroalimentaria: un monopolio de origen a fin. Centro de Estudios sobre Movimientos Sociales. Universidad Pompeu Fabra. Centro de Investigación para la paz. (CIP – Ecosocial) – Boletín ECOS. (4), 1-9. http://www.fuhem.es/media/ecosocial/File/Boletin%20ECOS/Boletin%204/Cadena%20alimentaria%20_VIVAS.pdf

    Urgenci (2019) The International network for Community Supported Agriculture. Red Internacional para participantes de CSA en diversos paises. http://www.csabrasil.org/csa/

    Yamamoto, A. (2006). Por que continuamos juntos? Reciprocidade, mudança cultural e relações de poder entre o urbano e o rural. (Dissertação de Mestrado em Sociología). Universidade Federal do Ceará. Fortaleza 2006. http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/1264/1/Art_2006_A.Yamamoto.pdf

    MÉTRICAS
    VISUALIZAÇÕES DO ARTIGO: 973
    VISUALIZAÇÕES DO PDF: 713