Ação coletiva e desenvolvimento rural: as instituições de organização da qualidade
DOI:
https://doi.org/10.16925/co.v23i107.1248Palavras-chave:
ação coletiva, comercialização em comum, denominações de origem, desenvolvimento rural, organização da qualidade.Resumo
Propósito: a partir de um enfoque institucional, pretende-se iniciar um debate ao analisar as instituições de ação coletiva mais representativas da organização da qualidade à escala territorial, nas quais são gerados processos de labelização que permitem às comunidades locais desenvolverem um certo poder de mercado e, assim, estabelecerem o valor gerado no mesmo território. Descrição: analisa-se também como as carências no nível das relações de cooperação entre os atores condicionam a potencialidade desse tipo de instituições no momento de enfrentar os desafios de um desenvolvimento rural sustentável na globalização. Ponto de vista: na literatura acadêmica, dá-se pouca atenção à análise da ação coletiva dos ativos imateriais comuns das comunidades locais. Conclusões: a organização coletiva da qualidade representa um ator coletivo importante no propósito de orientar estrategicamente o processo de inovação tecnológica com todas as consequências econômicas e institucionais que isso acarreta. Se for possível realmente que uma organização cooperativa dessas características assuma o papel protagonista na difusão de inovações tecnológicas, certamente estaremos em melhores condições de pensar e projetar estratégias de desenvolvimento rural mais eficazes e mais integrais.
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