Cidade
máscara civilizatória?
Propósito: este artigo reflete sobre a forma em que a cidade, como expressão inacabada do processo civilizatório, pelo menos no Ocidente, tem favorecido não somente a institucionalização de formas socioculturais, políticas e econômicas para benefício da humanidade, mas também que, por sua vez, tem provocado mal-estar, tanto pelo caráter egoísta que habita nos seres humanos quanto pela busca incessante de melhores condições de vida. Descrição: mostra-se, da posição do cidadão-pessoa, sua fragilidade ante certas formas de administração da vida humana, que se deslocam de espaços institucionais para subjetivar o sujeito e revelar, dessa maneira, a complexa e a problemática realidade social, subjetiva e cultural daqueles que a habitam. Ponto de vista: a partir da cidade como espaço social, pode-se advertir as tensões entre os diferentes indivíduos que a habitam ante as delimitações socioespaciais de tempo e consumo. Conclusões: a vida humana que se desenvolve na cidade não é mais que a teatralização de um processo civilizatório que, em seu momento, esteve repleto de boas intenções. A experiência de viver na cidade não somente é racional e econômica, mas também sensorial e muito emotiva.
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